A aposta no visual para aquecer as vendas A Apple decidiu recorrer a uma velha tática para dar um empurrãozinho no mercado. Seis meses após o lançamento oficial, a empresa introduziu a cor amarela exclusivamente para o iPhone 14 e sua versão Plus. É uma jogada bastante conhecida pelo público. Rumores indicam que a procura pelos aparelhos básicos não anda das melhores ultimamente. Para garantir uma sobrevida ao produto na mídia e gerar burburinho nas redes sociais, a marca repete a exata fórmula que já havia usado com o iPhone 12 roxo e o iPhone 13 verde-alpino. Os preços nas revendedoras brasileiras continuam no mesmo patamar, variando entre R$ 7.599 e R$ 10.599 para o modelo padrão, enquanto o Plus vai de R$ 8.599 até R$ 11.599. A pré-venda nacional começou no dia 10 de março, com as entregas ocorrendo logo na sequência, no dia 14.
O mesmo aparelho por dentro Apesar da nova roupagem, o celular continua exatamente igual na parte interna. Os usuários encontram a mesma tela OLED de 6,1 polegadas com suporte para Dolby Vision e taxa de atualização de 60 Hz. O processamento ainda fica por conta do chip A15 Bionic, acompanhado de 6 GB de memória RAM e opções de armazenamento de 128 GB, 256 GB ou 512 GB. O conjunto fotográfico traseiro mantém as duas câmeras de 12 megapixels, com lentes que diferenciam os cliques normais das fotos em ultrawide.
Dores de cabeça na linha de produção Essa tentativa de impulsionar o catálogo atual acontece em um momento meio turbulento para as inovações da gigante de Cupertino. O tão aguardado iPhone dobrável parece ter esbarrado em problemas sérios de desenvolvimento. Segundo o jornal de negócios Nikkei, a Apple enfrentou mais dificuldades do que o previsto nas fases iniciais de testes de produção, o que inevitavelmente deve atrasar a chegada do aparelho às prateleiras por vários meses. Fornecedores de peças já foram notificados sobre a mudança no cronograma para que a empresa tente resolver essas falhas. Inicialmente, a fabricante planejava priorizar esse modelo dobrável e outras versões premium para o evento de setembro, tentando contornar a atual escassez de suprimentos que o mercado apelidou de “RAMmaggedon”. Ironicamente, ter um modelo a menos no portfólio agora pode até ajudar a aliviar a demanda da empresa por componentes mais caros. A expectativa por um iPhone flexível se arrasta há anos. A rival Samsung, por outro lado, já lançou seu primeiro dispositivo do tipo em 2019, mas também enfrenta seus próprios desafios, como a aposentadoria precoce do Galaxy Z TriFold, que aparentemente vinha sendo vendido no prejuízo após seu lançamento no final do ano passado.
O embate regulatório nas plataformas de previsão Enquanto investidores e entusiastas tentam adivinhar os próximos passos das big techs, o próprio ato de fazer previsões e apostas financeiras virou alvo de uma disputa judicial acalorada nos Estados Unidos. A Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC) decidiu processar os estados de Illinois, Arizona e Connecticut. O motivo é bem simples. Esses governos estaduais tentaram proibir ou regulamentar de forma independente algumas plataformas de mercado de previsão, como a Kalshi e a Polymarket. Nesses sites, qualquer pessoa pode apostar dinheiro no desfecho de eventos variados. Os palpites vão desde quem será o candidato Democrata à presidência em 2028 até especulações bastante sombrias envolvendo recentes campanhas militares globais. A CFTC bateu o pé. O órgão federal afirma ter jurisdição exclusiva para regulamentar essas plataformas, acusando os estados de passarem dos limites ao tentarem classificar os sites como jogos de azar ilegais. Michael S. Selig, presidente da comissão, deu o recado direto em um comunicado. Ele prometeu defender a autoridade da agência sobre esses mercados e proteger os participantes contra o que chamou de reguladores estaduais excessivamente zelosos.