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Opinião

Um vice para cada momento

Um vice para cada momento
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O cargo de Vice-Prefeito tem um simbolismo próprio e uma função notável - mesmo que simbólica.

Quando se observa a formação partidária das chapas e suas composições estruturais é possível analisar tanto o cunho político quanto a estratégia de marketing por trás de cada escolha.

Se tomarmos a última eleição como parâmetro, veremos casos reais de aglutinação de interesses como também sacadas do jogo político.

Por exemplo: o ex-prefeito Pedro Bigardi, que nas eleições de 2012 havia fechado com o ex-deputado Durval Orlato em uma frente de esquerda, observou um momento de alta do pensamento antipetista nacional em 2016 e aliou-se à empresária Rachel De Marchi.

Buscava aceitação, trânsito junto à classe empresária da cidade, ao passo em que sinalizava afastamento prático das siglas à esquerda de Jundiaí.

Outro exemplo de escolha pontual de vice foi a junção prática entre o empresário Ricardo Benassi e Val Freitas, um encontro simbólico entre o empresariado e a representação religiosa, uma amostra de concentração política que, por pouco, não garantiu vaga no segundo turno.

Outro caso simbólico de escolha de vice veio da união entre o atual Prefeito Luiz Fernando Machado e o seu vice Dr Pacheco, visto que boa parte da campanha tucana em Jundiaí foi marcada pelo debate acerca da saúde da cidade.

Então, nada mais apropriado do que encaixar a figura de um médico conhecido na cidade para o posto.

Casamento profícuo para o momento, eleição ganha.

Mas...

todo casamento tem lá suas crises.

Nesse caso, a notícia do divórcio veio à tona depois de quase 3 anos de governo, ainda que já fosse manchete velha no meio político.

A novidade, que pegou muita gente de sobressalto, foi a possível candidatura de Pacheco à prefeitura em 2020.

Vamos combinar, ou o vice se lança à empreitada (como fez) ou encrua com seu capital político em mãos.

A notícia do racha, veiculada com exclusividade pelo Portal Tudo, abre a concorrência para a vaga e junto disso as especulações sobre quem assumirá o simbólico posto nas próximas eleições.

Também é notícia de ontem o desejo do prefeito em contar com a Tenente-Coronel Carla Basson, que disputou também como vice a eleição para o  governo do estado na “chapa pura” do MDB com Paulo Skaf.

Um dos assuntos da vez nas eleições de 2018 foi a segurança pública.

A figura de uma mulher, tenente-coronel, jundiaiense e não-política se ajustaria muito bem em uma narrativa de uma Jundiaí mais segura e rigorosa, além de enviar a mensagem de paridade entre homens e mulheres.

Já há no meio quem trace equivalência com a escolha de Raquel De Marchi em 2016.

Outra solução para a vaga é encontrar dentro do mesmo partido alguma figura que se alinhe com as pré-definições que a comunicação do momento indica.

O nome mais relevante, hoje, dentro desse cenário, seria o de Gustavo Martinelli, vereador recordista de votos na cidade e que já demonstra vontade de alçar novos voos em sua carreira política.

Resta saber se o vereador aceitará a condição de “correr por fora” para essa vaga de vice ou se, ainda, correrá para fora, lançando-se candidato a Prefeito por outra sigla.

De certo, a disputa eleitoral de 2020 ainda nos trará muitas novidades.

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Caio Simão

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